16Set/15

contributos para o turismo em Castelo Branco

O desenvolvimento do turismo em Castelo Branco  assume contornos de oportunidade, construção estruturante, empreendedorismo, inovação, a par de um alinhamento out of the box integrado com contributos de mais valia para o desenvolvimento turístico da Beira Baixa.

turismo em Castelo Branco e na Região da Beira Baixa

Luz sobre Alcaide – Foto de Luís Agostinho

A ATBB refletiu sobre os desafios no sector do turismo em Castelo Branco, em particular e na Beira Baixa de forma alargada, que nos são colocados, sob o olhar do potencial turístico integrado e da sua realidade actual, afastada da procura turística dos grandes centros urbanos, litoral ou das regiões com maior frequência turística do nosso país, para lançar um olhar mais atento e descortinar alternativas à corrente dominante; orientada para trabalhar em rede e incrementar a criatividade e a inovação, apontamos caminhos de intersecção entre uma realidade turística embrionária e a sustentabilidade desejada pela actividade económica de primeiro arranque no âmbito das actividades económicas.

Resultante da experiência da actividade empresarial no turismo, que enforma a principal motivação dos Associados empresariais e associativos em se juntarem e impulsionarem a criação da Associação Turismo da Beira Baixa, face ao Relatório Final do Plano de Desenvolvimento do Turismo em Castelo Branco, destacamos neste âmbito:

A elaboração de um plano com a ausência de convite à participação da ATBB (embora um dos fundadores da ATBB tenha sido entrevistado), tendo esta associação privada sido criada com o objectivo da maior e melhor representatividade privada do sector no desenvolvimento integrado do turismo em Castelo Branco e na nossa região;

A visão redutora da participação dos sectores envolvidos no plano de turismo em Castelo Branco (entrevistas e workshop) sem a participação de entidades associadas à actividade do turismo como a restauração local ( apenas a grande hotelaria local esteve representada), à produção local e a outros grupos de interesse, que contribuiriam para a melhoria da visão multidimensional do documento;

A necessidade de uma lógica de turismo em Castelo Branco e amplamente na Beira Baixa associada ao desenvolvimento local e capacitação das comunidades em conjunto com os agentes privados;

Por questionarmos as opções e os resultados de implementação das mesmas em Castelo Branco, em prol de um benefício maior favorecendo a região, os seus habitantes – cidadãos nacionais e os neo-residentes estrangeiros (fenómeno recente mas com maior expressão no momento) – , envolvendo-os como actuantes em vez de expectantes, realçamos:

A importância deste plano que reforça a necessidade e surgimento da ATBB, e a defesa de uma visão estratégica e concertada entre sectores, agentes privados e públicos para alcançar uma maior expressão do turismo em Castelo Branco e da região da Beira Baixa;

A qualidade do documento produzido e das propostas de medidas apresentadas, sendo que a ATBB considera ser uma das entidades com maior competências na região para ser entidade CoPromotora de parte das medidas sugeridas;

E às quais gostaríamos de acrescentar como contributos para o desenvolvimento turístico de Castelo Branco e da Beira Baixa:

Uma plataforma/agência de promoção do turismo multidimensional do concelho;

Organização do Sunset Castelo Branco – Piscina Municipal, Festival Wine and Cheese e Festival Aldeias Artísticas – União das Freguesias do Freixial e Juncal do Campo;

Incubadora de associações e clubes com fins recreativos, culturais, lúdicos, desportivos ou turísticos de modo ao desenvolvimento de produtos comuns e partilha de recursos;

Organização do projecto Piloto “Aldeia Resort” – Organização de produtos associados à experiência e ao turismo social e de aldeia;

Construção da rede de paragens para o de caravanista (junto de produtores e pontos de interesse).

Projecto de defesa dos muretes de xisto que restam nas arribas dos rios Ponsul e Tejo, como património de paisagem, único, na zona do Parque Natural do Tejo Internacional.

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15Abr/15

criar um conceito turístico em rede

uma rede criativa de conceitos turísticos

a criação de um conceito turístico válido para o público que se pretende atrair é a fonte para corporizar todo o seu valor, as ideias que lhe são subjacentes e propagar de forma mais consistente a mensagem que se pretende passar através de tudo o que está na génese e visão.

a ausência de um conceito turístico é o que observamos amiúde entre os projectos de turismo na nossa realidade da área turística em Portugal, com potencial elevado de excelência, para não falar neste défice a um nível geral, sendo que somos surpreendidos pela diferenciação provocada por esta ou aquela concretização que faz realçar um conceito aceite e propagado rapidamente, mais entre estrangeiros que entre os nacionais, tão somente porque o conceito foi recebido avidamente e ecoou entre as necessidades sentidas pelos públicos-alvo.

 o desafio de uma rede de pessoas orientada para o turismo sustentável procura desenvolver conceitos criativos e turísticos, orientados para o consumidor final, seja visitante nacional ou turista, que permeie os valores latentes das pessoas e da região e emoldure os atractivos restantes em contornos promotores de felicidade desejada mesmo que efémera.

como construir um conceito turístico

seguindo uma metodologia mais ou menos sistemática e linear de concepção-implementação-realização-avaliação, sem metodologia alguma e deixando fluir as ideias através de brainstorming ou pura e simplesmente caótica, a criação do conceito turístico é produzido através de um móbil temático em torno do qual se agregarão ideias e uma vez seleccionadas, darão lugar a algo realizável para o potencial turista, como poderá ver neste vídeo e um exemplo mais simples.

em vez de fazer o mais fácil, alvenaria e decoração, construir um conceito turístico, implementá-lo, comunicá-lo e ter a noção de ser entendido pelo turista, qualitativo e diferenciador aos seus olhos das outras realidades de alvenaria e decoração, é algo que nem sempre vemos alargado neste território da Beira Baixa e, por isso, quando algo surge sob este ponto de vista no horizonte, se percebe porque causa impacto e por si mesmo, gera distinção; e nem mesmo outras actividades desenvolvidas em volta serão suficientemente catalisadoras para lhe aduzir valor, que atenue a ausência de conceito e demais ideias em igualdade de circunstâncias. 

o turismo do pensamento de liderança: caso de tendência

consideremos o turismo do pensamento de liderança e porque se está a impor através de uma rede de alojamentos de topo, cujo conceito é de acrescentar mais valias pessoas, grupais e introduzir algo no mercado que propulsiona o cultivo de actividades para um público exigente, empresarial e individual.

partir do conceito para as condições de alojamento e logísticas que suportarão este conceito é o indicador de consistência que tal conceito criativo turístico pode ser olhado como um exemplo prático de trabalho conceptual para edificar algo relevante para o mercado.

também é válido que muitas vezes tombam nas mãos de neo-promotores turísticos determinados patrimónios, são transformados, confundindo a criação de conceitos com embelezamentos decorativos, uns mais regionais que outros, uns mais típicos e rústicos que outros, distinguindo-se apenas pelo ambiente produzido e pela capacidade de acolhimento de quem se dedica ao projecto turístico, que por si só, apesar de redutor, é por vezes capacitivo para ser valorizado pelo turista.